O escritor e visionário britânico Arthur C. Clarke morreu hoje no Sri Lanka aos 90 anos, na sequência de complicações respiratórias. Ficou conhecido pelas suas ligações ao mundo da ficção científica e da exploração espacial. É considerado um dos responsáveis pela propagação da ideia dos satélites geoestacionários de comunicações, escreveu muitos artigos de divulgação científica e livros de ficção científica. Foi um dos principais comentadores televisivos americanos da era Apollo.Mas foi muito mais do que isso. Tal como Júlio Verne, muitas das suas obras anteciparam realmente o futuro. Juntamente com Carl Sagan, Isaac Asimov e Frank Herbert (entre muitos outros), foram os seus livros que levaram muitos jovens a enveredar os seus estudos por áreas ligadas às engenharias, ciências e tecnologias.
A humanidade está de luto. Perdeu um dos seus poucos representantes que se podia considerar já ter feito a evolução a partir do macaco. Era uma espécie de guru para muitas pessoas, um escritor que faz sonhar que é possível construir um mundo melhor para todos, embora poucos tenham tido capacidade para entende-lo... assim como o monolito.
Uma das suas mais famosas frases está escrita em "Perfis do Futuro", um livro que escreveu em 1962: "Quando um distinto mas idoso cientista diz que algo é possível, está provavelmente certo. Quando diz que algo é impossível, está provavelmente errado". Deixa ainda a Fundação Arthur C. Clarke, com o objectivo de estimular o uso da ciência para melhorar a qualidade de vida das pessoas, bem como fomentar a divulgação científica por forma a que todos possam compreender e participar na evolução da humanidade.
Obrigado Arthur.
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